Home » Obras » [OPINIÃO] A gestão contra o ‘Aedes’ que ninguém entende

Parece que tudo piora por aqui. Desde novembro passado os baixos do viaduto Grande São Paulo são pontos potenciais para a proliferação do Aedes Aegythi


A conjugação de ponte que caiu, área “abandonada” e ponto de descarte irregular de lixo torna amedrontador o tamanho da falta de clareza do que a Prefeitura de São Paulo está fazendo, de fato, para que o mosquito transmissor da Dengue não se acomode novamente na Vila Prudente.

Lixos da última enchente ainda estão nos baixos.

Lixos da última enchente ainda estão nos baixos.

Tudo isso aqui piora com os “acasos” dos moradores da favela da Vila Prudente que são muito pouco [ou quase nada] alertados pela Prefeitura sobre o possível caos que pode se tornar aquela garrafa pet jogada na rua, ou aquela sacola de lixo fora da caçamba e mais ainda: aquele cofre que ninguém da já citada Prefeitura recolhe e também ninguém sabe como apareceu próximo às caçambas na Rua Dianópolis.

Não há sequer um informativo de quantos casos e se há infectados no bairro.

A incompetência é geral do poder público, e as ações de pessoas despreocupadas com o futuro da saúde pública preocupam demais. São o avesso do que se vê a todo momento na TV os diversos pedidos de cuidados que os dois lados devem ter.

Ontem mesmo, dia 12, foi noticiado pelo SPTV 2ª edição que só na capital paulista há 5 mil imóveis na mira de risco do Aedes Aegypti, isso sem contar os imóveis da Prefeitura. Mas se nem a Prefeitura cuida de fato da cidade como um todo em relação a isso, o que esperar? A adoção de cuidados no dia a dia é mais que necessário, sem isso é impossível melhorar e eliminar essa situação.

Inclusive, é necessário apenas 10 minutos por semana para verificar possíveis criadores. Veja aqui uma tabela simplificada do que olhar.

Enquanto não se há um combate de todos as doenças transmitidas pelo mosquito mais amendrontador do momento se multiplicam: Zika vírus, Dengue e Chicungunha são as mais conhecidas e faladas.

Na última quinta-feira andei pelas ruas da Vila Prudente, principalmente em uma área que acredito ser o principal potencial de foco da Dengue: os baixos do viaduto Grande São Paulo, local onde caiu a ponte em novembro de 2015. As imagens são de abandono e talvez até de filme de terror. Ao passar próximo tive uma sensação de desleixo de todas as partes.

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Está certo que a área sempre fora abandonada, mas nunca como agora. Aliás, nunca como depois que se iniciou as obras do piscinão Guamiranga [que está muito atrasado por sinal].

Em toda a história da Vila Prudente há fatos emblemáticos no que se refere à saúde pública de nossa população. O último, inclusive, foi no ano retrasado com um surto de pessoas infectadas com a Dengue que recorreram aos hospitais públicos. Há a estimativa de que tenham sido mais de 20 pessoas.

Porém, não veio Subprefeitura dialogar para fazer um trabalho de conscientização, bem como também nossa Associação de Moradores de Vila Prudente sequer recorreu para isso acontecer.

Esta crise atual do mosquito no Estado demonstra que é preciso mais do que investimento financeiro. É preciso colocarmos a cara e fazer o trabalho de base para conscientizarmos cada cidadão a cuidar de sua casa, do seu cantinho para que façamos nossa proteção como um todo.

A pergunta que cada um deve fazer para si próprio é: quando eu vou mudar?

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