Home » Cutucada da VP » Centenas de moradores da Favela da Vila Prudente sofrem com enchente, novamente

Tido como o piscinão da cidade, obra não resolve problema da Vila Prudente


O governador do Estado juntamente com o atual prefeito estiveram na Vila Prudente em fevereiro passado para inaugurar a espaço cujo objetivo é minimizar os desastres e perdas com as enchentes constantes no verão na Vila Prudente e Moóca.

A construção que ficou em atividade por mais de quatro anos, desde 2012, foi realizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) com investimento de aproximadamente R$ 160 milhões.

Acompanhado do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Alckmin afirmou que a operação e a manutenção do piscinão ficarão a cargo do município. Durante a entrevista de inauguração o Governador indicou como a obra deve funcionar. Porém, não é a solução do problema de cheias para os moradores da região, e muitos começam a achar que tem piorado a situação após a entrega da obra.

“Um piscinão construído aqui na vila prudente ao lado do viaduto Grande São Paulo, eu comparo isso aqui com um copinho descartável de água de 300 ml”, disse um morador do bairro no Facebook.

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Segundo o órgão, o piscinão pode acumular 850 milhões de litros e abrange a zona leste da capital paulista, ainda segundo o DAEE, contribuirá para reduzir o risco de inundações da Vila Prudente e Mooca, com reflexos em todos os bairros abaixo, até o centro da cidade, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas.

O governador do Estado explicou como a obra deveria funcionar. “Quando a água do Tamanduateí sobe muito as comportas são abertas. Quando passa a tempestade a água é devolvida ao rio pelo sistema de bombeamento e o reservatório fica vazio esperando uma nova chuva”, disse Alckmin.

 

PORÉM… – No último 24 de fevereiro e também no último dia 06 de abril, os moradores da Vila Prudente sofreram mais duas vezes com as cheias da região.

Segundo o prefeito e também governador do Estado, o piscinão sofreu mau funcionamento durante o primeiro teste que ocasionou também no enchimento rápido da área destinada à água.

“Aparentemente, houve algum mau funcionamento, porque esse é o maior piscinão da cidade de São Paulo e deveria estar com sua operação plena, e não ter enchido na velocidade que foi. Apesar do volume das chuvas que tivemos ontem, foi a mais intensa chuva dos últimos 40 dias”, disse Doria ao G1.

Ambos os mandatários reuniram-se dias depois da enchente e conversaram sobre a necessidade de se criar mais dois pisicinões na região.

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