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Com o olhar sempre atento às oportunidades, Benjamin buscou inspirações para empreender


Morador da Favela da Vila Prudente, abre seu próprio negócio após 10 anos de CLT. Com o MEI (Micro Empreendedor Individual) ele está gerando credibilidade e sonhando.

Mercadinho do Benjamin, como é conhecido na favela da Vila Prudente existe desde 2009. Após sair da empresa que trabalhou por 10 anos, investiu sua economia e tempo, agora com ajuda de seus clientes e muita dedicação, seu negócio só vem crescendo.

Benjamin Ferreira da Silva Filho, de 36 anos, mora na comunidade desde que nasceu. Tem uma filha de 1 ano e 2 meses e há 7 anos é empreendedor no ramo de mercado.

Antes de abrir o mercadinho, pesquisou em outros lugares para ver como funcionava as vendas e o atendimento, tudo para se diferenciar e levar algo novo para seu público.

“Quando comecei, era apenas um balcão pequeno e duas prateleiras. Vendia arroz, feijão, macarrão e os itens básicos que às vezes esquecemos de comprar no dia e não dá pra ir no mercado.”

Benjamin no Mercadinho

Benjamin no Mercadinho

Com o tempo foi conquistando os clientes da favela e redondeza. Conhecendo melhor o perfil de cada um, porque quando iam procurar algo que não tinha, sua irmã, Jeanice Ferreira da Silva, 39 anos, anota tudo.

A irmã de Benjamin, além de auxiliar na entrada e saída de mercadoria, é considerada como braço direito no negócio e ajuda o irmão a gerenciar o empreendimento.

O mercadinho fica próximo à empresas de grande porte, como supermercados e shoppings. Pela redondeza passa muita gente que utiliza ônibus e metrô e daí nasce um de seus serviços, como a procura por ponto de recarga de bilhete único é comum. “Vem pessoas que estão sem nem R$ 1,00 no cartão. Vem recarregar o bilhete, aí veem que estão precisando de mais coisas e a gente tem aqui”, conta Ferreira.

No Mercadinho do Benjamin é possível encontrar realmente de tudo. De material elétrico a artigos de festa, higiene pessoal, alimentos em geral, bebidas e produtos de limpeza.

Com a ajuda de pessoas na área de vendas, Benjamin adquiriu muita experiência com seu jeito curioso e determinado. Desde 2011 é formalizado como MEI (Micro Empreendedor Individual), o que ajudou a ter um crédito e investir nas máquinas e materiais necessários.

Jeanice e seu irmão têm o algo a mais para oferecer aos seus clientes. Segundo eles contam, não querem somente vender, querem ter seus clientes como amigos para que haja confiança de ambas as partes. “Acho que é essa confiança que tem agradado os nossos clientes, além, é claro, da facilidade que os moradores podem encontrar aqui. Ninguém precisa sempre subir para o supermercado para comprar macarrão, por exemplo”, disse Ferreira.

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