Home » Favela da Jacaraípe » São Paulo vive estado de exceção não declarado, diz dirigente do CONDEPE

A frase foi dita durante a Oitiva convocada por lideranças da Favela de Vila Prudente com o CONDEPE, Movimento Nacional dos Direitos Humanos e Ouvidoria da PM


 

Depois de uma semana sofrendo diferentes maneiras de abuso da Polícia Militar de São Paulo os moradores da favela mais antiga de São Paulo cansaram e foram às ruas chamar a atenção da opinião pública.

Cerca de 50 moradores compareceram para dar depoimentos dos abusos policiais que tem acontecido nos últimos dias e em grande maioria giram em torno de abusos físicos, além dos danos materiais que não são ressarcidos pelo Estado.

Foto: Cesar Silva

Foto: Cesar Silva

Uma das reclamações mais ouvidas foi referente as atitudes excessivas dos policiais militares com diversos trabalhadores, donas de casas e crianças e idosos. Uma moradora que não identificaremos contou que sua mãe, idosa, e que sofre de Alzheimer foi agredida verbal e fisicamente.

“Eles colocam a arma em minha cabeça. Eu tinha acabado de chegar do trabalho”, disse um dos presentes.

Entre os casos que foram relatados, outro morador disse que os policias que fazem operações na favela de estar montando um dossiê dos moradores. “Um dia entraram na minha casa, sem mandado, sem nada, durante o dia, fizeram fotos de fotografias que eu estou e depois retornaram à noite me procurando pelo nome”, disse.

NA REUNIÃO – Propostas foram sugeridas, além do debate com os dirigentes que estavam presentes e sugeriu a criação de uma comissão para representar os moradores, a articulação com os outros moradores e também sempre recorrer aos órgãos que podem representar.

O ouvidor adjunto, Valter Foster, que esteve presente foi objetivo em sua fala “Nós precisamos que vocês falem, se vocês não falam não temos como saber nem trabalhar. Eu não sou da Polícia, sou ouvidor, eleito por várias instituições, inclusive o CONDEPE”, disse ele.

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